WhatsApp chega a 2 bilhões de usuários

O WhatsApp chegou a 2 bilhões de usuários. É muita gente mandando mensagens de bom dia todas as manhãs, mantendo contato com familiares distantes, mandando umas fake news e, mais recentemente, fazendo negócios. O número foi divulgado nesta semana pelo Facebook, dono do aplicativo de mensagens mais querido pelos brasileiros.

E não apenas dos brasileiros. Afinal, 2 bilhões somam 25% da população mundial. Só na Índia, o maior mercado do WhatsApp, são 400 milhões de usuários. No Brasil, estima-se que sejam 120 milhões de contas ativas. O Facebook é a plataforma com maior número de usuários, batendo 2,5 bilhões. O Instagram, que também é do Face, tem cerca de 1 bilhão.

Ou seja, a Face Family está dominando cada vez mais o tempo que passamos conectados à internet. No comunicado oficial a respeito dessa impressionante marca, o WhatsApp louvou suas características mais positivas:

“Com o WhatsApp, mães e pais podem falar com seus filhos onde quer que eles estejam, irmãos compartilham momentos importantes, colegas de trabalho colaboram com mais eficiência e empresas estão crescendo ao conectarem-se com mais facilidade a seus clientes.”

Às vezes, acabamos focando mais nos pontos negativos das redes sociais e das gigantes de tecnologia, mas muitos de nós olhamos a frase acima e nos identificamos. Claro que não devemos nos esquecer dos problemas e das consequências nefastas do uso descontrolado da tecnologia, mas é inegável que ela aproxima e reconecta pessoas.

Privacidade e criptografia

O WhatsApp aproveitou o milestone para reforçar seu compromisso com a privacidade e a criptografia de ponta a ponta. Alguns países, incluindo a Índia, tem pressionado o Facebook a acabar com essa proteção. A alegação é que ela protege não apenas usuários comuns, mas também criminosos que não podem ser identificados.

O assunto é controverso e se soma ao interesse da companhia-mãe de vender anúncios dentro do aplicativo. Hoje, a única forma de monetização é o WhatsApp Business, que traz um faturamento irrisório para os padrões da empresa de Mark Zuckerberg. Os fundadores do WhatsApp, aliás, deixaram a empresa justamente por discordâncias com o chefão.

Porém, mais da metade do anúncio oficial é dedicada a uma apaixonada defesa da privacidade e da criptografia. Vale lembrar, também, que o próprio Zuck já declarou que o futuro do Facebook, do Insta e do WhatsApp está na comunicação direta e criptografada entre seus usuários, de forma unificada.

Por fim, fica o registro: o WhatsApp chegou a 1 bilhão de usuários em 2016 e a 1,5 bilhão em 2018. Será que vai levar, de novo, mais ou menos 2 anos para atingir os 2,5 bilhões?